Mulheres no sertão: Sonho e silêncio - Representação da figura feminina nos romances regionalistas O tronco (Bernardo Élis) e Jazigo dos vivos (Geraldo França de Lima)
Publicado: 11/07/2025 - 14:35
Última modificação: 11/07/2025 - 14:35
RESUMO
A proposta desta tese é analisar a representação da figura feminina nos romances O tronco, de Bernardo Élis, e Jazigo dos vivos, de Geraldo França de Lima, a fim de demonstrar a histórica visão preconceituosa sobre a figura feminina, herdada do patriarcado, e as semelhanças e diferenças entre os respectivos romances regionalistas. A mulher, durante muito tempo, foi vista como um ser inferior, criado a partir do homem e para servi-lo, sendo capaz de se tornar um ser maligno. Nos romances analisados a figura feminina ainda aparece representada sob influências do sistema patriarcal que ainda se fazia muito presente em Goiás na década de 1950 e Minas Gerais na década de 1960. Para compreender essa inferiorização da figura feminina se buscou identificar as raízes histórico-religiosas do patriarcado que serviram como elemento estruturante e legitimador de tal prática. A abordagem partiu de uma leitura do imaginário popular e de alguns recortes históricos relacionados com o papel da mulher na sociedade brasileira. Daí se procedeu à análise dos romances O tronco e Jazigo dos vivos, buscando identificar como a mulher foi representada e o que contribuiu para que isso ocorresse. Por fim, foi realizada uma comparação entre os dois romances com o intuito de identificar se havia alguma semelhança na forma como Bernardo Élis e Geraldo França de Lima representaram a figura feminina nos seus respectivos romances e o que corroborou para que isso ocorresse ou não.
Palavras-chave: Representação Feminina. Regionalismo Goiano. Regionalismo Mineiro. Patriarcado. Bernardo Élis. Geraldo França de Lima.
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